Acho que todo fim de ano é meio que a mesma coisa.. Todo mundo dizendo que o ano foi péssimo, morreu gente pra caralho, o governo botou pra foder, etc.
Algumas pessoas, também, comentam que tiveram dificuldades, passaram por problemas grandes, etc. Mas eu não vejo tanta gente comemorar, não sei.
2014, você começou bem, deu uma fodida gostosa na minha vida depois, mas caralho, tu te redimiu. Ou eu me redimi, vai saber. Que ano, meus amigos, que ano!
Como se não bastasse ver a seleção alemã ser tetra (lembrando: NO MARACANÃ, e, mais importante ainda, ganhando de 7 (SETE) x 1 (HUM) do brasil. Pena que não foi na final, mas nem tudo é perfeito), eu pude lembrar o que é não sentir dor, tomar coragem de me mudar, conseguir fazer as coisas pra me mudar, arranjar um apartamento, etc, redescobrir exercícios, criar hábitos, rever pessoas queridas e muito mais.
Ah, 2014, você foi embora tão rápido...! Confesso que quase não me lembro dos seus primeiros 4 meses. Eles soam como um sonho meio ruim que eu tive muito tempo atrás, mas não recordo. Mas de maio em diante, as coisas fluiram melhor. E aí veio a copa, e tudo foi maravilhoso. E como se no embalo do tetra, você me presenteou com tantas oportunidades, que eu me vi forçada a chutar a gol, mas pensando realmente em acertar.
O tempo foi perfeito, o clima ajudou (foda-se a cantareira, eu quero dias sem chuva pra ir andar de bike), era como se o universo estivesse conspirando a meu favor. Meus dias finalmente pareciam longos o suficiente para manter uma vida sã.
Tu vai deixar saudade, meu querido. Eu certamente vou falar de você pros meus netos. Ou pros netos que eu roubar de alguém. Ou em alguma gracinha tentando cantar alguém, vai saber. O fato é que vou lembrar muito de ti.
Obrigada pelas oportunidades, pelos tapas na cara, pelas cadeiradas nas costas, chutes, pontapés, álcool, falta de álcool, amigos, amores, crushes, atalhos, sustos, surpresas, beijos, abraços (ah, quantos abraços!), carinhos, conversas, idéias, e pelo amor. caralho, quanto amor! Meu mais novo (e recém abandonado) amor pelo aterro, pela vida fora de um espaço fechado, pela bike, caminhada, essas coisas de pseudoatleta. O amor pelos amigos. Nunca pude contar tanto com meus amigos, muito obrigada! Pela idéia de crescer e sair da mesmice (partiu Porto Alegre!), assumir novos riscos e responsabilidades, mesmo meus pais achando que eu vou morrer na primeira semana.
Não vou dizer que espero nada do seu irmão mais velhos, 2015, não. É complicado esse bagulho de expectativa. Vou criar minhas galinhas, que pelo menos elas dão ovo. Mas se ele vier com um décimo da sua disposição, vai ser lindo! E se não vier, eu sei que vou fazer ele ser irado tbm. Bom descanso no limbo da história, e até a próxima historinha engraçada que eu me meter a contar!
um beijo, maru.
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